União Européia quer resposta conjunta ao retorno de europeus que lutaram pelo Estado Islâmico na Síria

Alta representante da UE para Política Externa discutiu assunto durante reunião do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros.

Federica Mogherini, alta representante da União Européia (UE) para a Política Externa, se colocou à disposição nesta segunda-feira (18) para coordenar uma resposta conjunta dos países do bloco ao retorno dos europeus que se juntaram ao Estado Islâmico e lutaram contra os “infiéis” na Síria.

Muitos Jihadistas europeus querem retornar aos seus países de origem, mas estão impossibilitados de fazê-lo, pois poucos ou quase nenhum país do bloco possui representação consular na Síria, os deixando “presos” no país, vivendo em campos de “refugiados”. São elementos considerados por muitos governos como nocivos e de alta periculosidade, como é o caso do governo britânico que – como o S1N7ESE noticiou – pretende investigar os que conseguirem retornar ao Reino Unido e, possivelmente, processá-los.

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A exortação de Mogherini à cooperação nessa qüestão ocorreu durante reunião do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros comunitários:

“É uma questão que requer coordenação entre os ministros dos Negócios Estrangeiros, os ministros do Interior, da Justiça e os serviços de inteligência. Abrange várias competências dentro de um único Estado-membro, para não dizer em toda a UE” , declarou ao final da reunião.

O presidente americano Donald Trump sugeriu aos países europeus que repatriem os respectivos cidadãos jihadistas e que lutaram ao lado do Estado Islâmico, atualmente detidos na Síria, para que sejam investigados e julgados internamente, de acordo com as leis de seus países de origem. Segundo Mogherini não é a primeira vez que os ministros discutiram esse assunto, mas reitera que a competência continua sendo dos Estados-membros.

“Cada país tem um quadro legal diferente, incluindo diferentes possibilidades dentro dos gabinetes e governos”, afirmou a chefe da diplomacia europeia.

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A posição do Ministro de Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, é similar a do governo do Reino Unido, considerando a qüestão de cidadãos portugueses jihadistas “muito complexa”, pois é dever do Estado português prestar proteção aos nacionais, mas isso inclui primordialmente proteção interna. Santos Silva afirmou que não quer em Portugalpessoas que possam constituir uma ameaça“.


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Fonte: Observador

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É só caçar a nacionalidade desses bandidos reduzindo eles ao nada que eles são 😒

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