Primeiro Ministro socialista da Espanha usa o cargo para comprar votos ao seu partido

Medidas eleitoreiras podem custar muito caro aos pagadores de impostos e são imorais

O Primeiro Ministro da Espanha, Pedro Sánchez, está usando de seu cargo no topo da administração pública espanhola para editar medidas eleitoreiras que beneficiem o Partido Socialista Operário da Espanha ( PSOE), do qual é membro, através da abertura dos cofres públicos para aumentar salários de funcionários do Estado, o salário mínimo e outras medidas de compra indireta de votos.

As eleições foram antecipadas por Sánchez para 28 de abril próximo, devido à queda de seu governo, enfraquecido após abrir negociações com os separatistas da Cataluña e uma administração de péssimo nível. O Primeiro Ministro socialista da Espanha governou basicamente por decreto, à revelia do Congresso espanhol, utilizando desse expediente por 97 vezes, e colocando lei para votação apenas uma vez.

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Sánchez prometeu uma “bonificação” de 280 euros a 40 mil funcionários públicos e abertura de novas vagas, mesmo à custa da responsabilidade fiscal e efeitos devastadores à combalida economia espanhola, que se arrasta como moribunda há pelos menos 11 anos. Entre as vantagens oferecidas aos funcionários públicos com o dinheiro dos pagadores de impostos espanhóis, está o aumento de 9% nos salários das categorias profissionais de base, aumento do salário mínimo e a possibilidade de solicitação de aposentadoria integral antecipada.

Para essas modificações, Sánchez voltará a utilizar o expediente dos decretos, independente da vontade popular e sem passar pelos representantes eleitos do Congresso. As finanças espanholas estão em alerta vermelho e o déficit é uma realidade inegável, além do desemprego na casa dos 15%, afetando mais de 3 milhões de pessoas. Aumento de gastos geralmente vem acompanhado de aumento de impostos, multas e burocracia, que consomem empregos no setor privado, para gerar bem menos empregos estatais e massa de manobra eleitoral.


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Fonte: ABC (ESP)

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