Partido de Angela Merkel continua perdendo apoio do eleitorado alemão

Direita cresce via AfD e esquerda se reagrupa nos Verdes

A CDU/CSU, que permitiu a Merkel se manter no poder desde 2005, mantém tendência de queda entre os eleitores alemães, enquanto os Verdes (globalista) e o Alternativa para a Alemanha (AfD), de direita, ganham força e chegam aos maiores níveis em pesquisas eleitorais de suas histórias, apesar da diferença de “idade” entre ambos; os Verdes existem desde os anos 80, tendo se fundido com o Aliança 90, em 1993, e o AfD foi fundado em 2013.

Nas pesquisas, o CDU/CSU aparece com intenções de voto entre 28% e 29,5%, liderando a corrida eleitoral, porém, abaixo dos 32,9% registrados nas últimas legislativas, em setembro de 2017. Os Verdes estão na vice-liderança, registrando entre 17,5% e 20% das intenções de votos, enquanto o Partido Social Democrata (SPD – na sigla em alemão) aparece em terceiro lugar (entre 16% e 17%), seguido pelo AfD que obteve entre 12% e 13,5% das intenções nas pesquisas.

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Os Verdes chegaram no máximo a 8,9% em eleições alemãs, enquanto o melhor resultado do AfD foi em 2017 com 12%, o que lhes garantiu quase 90 assentos no Parlamento Alemão. Porém, o crescimento dos Verdes em muito se dá pela queda do SPD, que em 2017 obteve 20% e agora figura com queda de 3 a 4 pontos percentuais, enquanto o A Esquerda cai de 9,2% para 8% e o FDP (Partido Democrático Liberal) de 10,7% para 9%, ou seja, os votos de esquerda e alguns de centro estão se transferindo para os Verdes, sem que haja um crescimento da esquerda em si na Alemanha, enquanto o AfD cresce só um pouco, mas com conquista de novo eleitorado.

Veículos da imprensa progressista, por todo o mundo, chamam a AfD de ‘extrema direita’ por sua posição contrária à política migratória de portas abertas do governo Merkel e tentam ligar o partido ao ‘nacionalismo’ do pré-Segunda Guerra Mundial, ignorando, no entanto, que o partido de Adolf Hitler (1889 – 1945) era o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, de esquerda, cujas políticas legalizaram o aborto, promoveram o desarmamento, estipulou o ambientalismo progressista e a valorização da vida animal acima da humana, além de estatizar a economia, como provado pelas leis aprovadas e estabelecidas principalmente em 1933, quando Hitler se torna Chanceler.

O AfD não se assemelha ao ”nacionalismo” alemão em nenhum aspecto, a própria posição anti-portas abertas tem raízes e contextos diferentes – com Hitler era por purismo de raça e o AfD quer impedir a entrada de elementos perigosos à segurança de seus cidadãos, por causa de terrorismo. As acusações da grande imprensa progressista além de erradas – historicamente, ideologicamente, politicamente etc -, constituem uma tendência psicopática daqueles que a compõe.

O atual líder do CDU/CSU, Annegret Kramp-Karrenbauer, tenta aproximação com o AfD e uma guinada conservadora visando as próximas eleições e a construção de uma base que dê estabilidade ao futuro governo, caso o CDU/CSU fique novamente em primeiro nas eleições, mas com um aperto “inesperado”.

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Fontes: Observador Deutsche Welle

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