Milhares vão às ruas de Madrid contra o governo do socialista Pedro Sánchez

Crise política se agravou com decisão do socialista Pedro Sánchez de ter um interlocutor com os separatistas da Catalunha

Segundo as autoridades espanholas, aproximadamente 45 mil cidadãos foram ás ruas da capital Madrid para uma super-manifestação contra o governo do Primeiro-Ministro Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), por ter aceito negociar com os separatistas da Catalunha. Cartazes chamando Sánchez de traidor e pedindo ‘Eleições já” foram os mais vistos entre os populares, convocados pelos partidos Ciudadanos (Cs), Partido Popular (PP) e Vox, que representam a direita espanhola.

Sánchez também deve perder parte do apoio dos partidos ligados aos separatistas devido ao julgamento dos doze líderes da tentativa de secessão em 2017, que está marcado para esta terça-feira (12) no Supremo Tribunal de Espanha. Segundo a vice-primeira-ministra, Carmen Calvo, as conversações foram suspensas na sexta-feira (8) devido à negativa dos separatistas em desistirem de um referendo de independência.

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O governo socialista está sendo acusado de negociar a soberania nacional e promover uma “humilhação do Estado sem precedentes. O manifesto criado e assinado pelos partidos de direita avisa que “os espanhóis não estão dispostos a tolerar mais traições e concessões” e que “Nenhum governo está legitimado para negociar a soberania nacional”. O líder do Vox, Santiago Abascal, chamou o governo de Sánchez de “ilegítimo e mentiroso”, também acusou de traição e de ser “apoiado pelos inimigos da Espanha, da ordem constitucional e da convivência entre espanhóis”.

Os líderes do Cs e do PP, respectivamente Albert Rivera e Pablo Casado, compareceram à manifestação e dirigiram palavras duras e objetivas contra o governo do Partido Socialista Operário Espanhol. O PP, o Cs e o Vox acordaram recentemente uma aliança para governar a região de Andaluzia (sul da Espanha) e aparecem nas pesquisas com condições de formar maioria a nível nacional. Casado afirmou que “o tempo de Sánchez acabou”.

A polícia nacional estimou 45 mil pessoas, enquanto os organizadores falam em 200 mil; pela foto em destaque no topo desta notícia, podem tirar suas conclusões.


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Fontes: Diário de Notícias (Portugal) El País
Roberto Barricelli

Roberto Barricelli

Jornalista e historiador. Diretor de Comunicação da Liga Cristã Mundial, foi assessor de imprensa do Instituto Liberal (RJ). Desenvolve estudos nas áreas de filosofia, história e ciência política.

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