Maduro muda gabinete da PDVSA para Moscou

“A Europa não garante o respeito pelos nossos ativos”, disse a vice-presidente Delcy Rodriguez

O ditador comunista da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou a transferência do gabinete da petrolífera estatal PDVSA de Lisboa, em Portugal, para Moscou, na Rússia. Maduro apresentou como justificativa a ausência de garantias sobre a segurança dos ativos do Governo da Venezuela, devido ao congelamento de ativos da PDVSA por bancos ocidentais, a pedido dos Estados Unidos da América e países aliados na luta contra Maduro.

A Rússia é uma aliada estratégica de Nicolás Maduro, assim como a China e a África do Sul, por isso a capital russa foi escolhida como novo destino do gabinete. Segundo a vice-presidente venezuelana Delcy Rodriguez: “A Europa não garante o respeito pelos nossos ativos”.

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Para Delcy, os países capitalistas violaram as próprias leis ao congelarem os ativos venezuelanos em bancos ocidentais, em alusão aos princípio capitalista de não interferência na propriedade privada. No entanto, a tradição jurídica ocidental admite a interferência quando para recuperar bens roubados, garantir pagamentos a credores lesados e evitar crimes contra a vida e a propriedade privada de outrem.

A Rússia rejeita quaisquer pressões via sanções contra a ditadura comunista em Caracas, enquanto os EUA aplicaram várias sanções e estudam estendê-las aos países que negociarem petróleo e ouro com a Venezuela, desrespeitando as sanções americanas. A aplicação de sanções a países fora do bloco pode se basear na Doutrina Monroe.


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Fonte: Observador

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