Loja desmente vendedor que acusou Damares de agressão e pede desculpas à Ministra

Thiego Amorim pode ser processado por denunciação caluniosa, falsa notificação de crime, calúnia e difamação

O vendedor de uma loja de Brasília (DF) da franquia de marca de roupas Cantão, Thiego Amorim, de 34 anos, acusou a Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves de agressão e entrou com representação na Procuradoria Geral da República (PGR). Amorim afirma que houve constrangimento, vias de fato e ameaça por parte da Ministra Damares, sendo que tudo teria sido registrado pelo sistema de câmeras da loja.

No entanto, a gestão da loja pediu desculpas oficiais à Ministra Damares e negou todas as acusações de Amorim. A loja informa que Damares não foi atendida corretamente e que não houve agressão por parte da Ministra. Abaixo a carta:

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Carta da Loja Cantão à Ministra Damares Alves

A dona da franquia de Brasília, Carolina Puga, analisou o vídeo de segurança junto ao departamento jurídico e informa que não constataram agressão e que conversou com o vendedor para explicar que “a loja é apartidária”e “preza pelo respeito acima de tudo”. Segundo Puga, a Ministra Damares Alves coloca a mão sobre o ombro do rapaz e até desliza pelas costas dele – linguagem corporal que significa aproximação e conciliação – e nega as vias de fato – Amorim acusa a assessora da Ministra de lhe ter dado um tapa na mão para impedir que pegasse o celular e começasse a gravar.

A confusão toda começou porque o vendedor resolveu questionar o fato de a Ministra Damares estar vestida de azul e ter gravado um vídeo da ação, segundo informa o jornal Agora Paraná. Amorim pode ser processado por denunciação caluniosa, falsa notificação de crime, calúnia e difamação.

Suenilson Sá, advogado de Amorim, foi candidato a vereador pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de Val Paraíso (GO) e é ativista de Direitos Humanos, contrário ao que chama de “fundamentalismo religioso”, como deixa claro em sua página na Rede Social Facebook. Segundo Sá o vídeo de segurança comprova a estória de seu cliente. Até o momento só Puga e o departamento jurídico tiveram acesso ao vídeo.

O vendedor não foi demitido, mas informa que pedirá demissão, alegando “a loja não é por mim” e que muitas portas se abriram depois do ocorrido.

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Fontes: Agora Paraná O Globo
Roberto Barricelli

Roberto Barricelli

Jornalista e historiador. Diretor de Comunicação da Liga Cristã Mundial, foi assessor de imprensa do Instituto Liberal (RJ). Desenvolve estudos nas áreas de filosofia, história e ciência política.

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