Acidentes fatais envolvendo motoristas maconheiros aumentaram 145% no Colorado desde legalização

Aumento considerável também foi registrado em Washington (DC)

O consumo de maconha por adultos para fins recreativos foi legalizado no estado americano do Colorado em 2012, tendo sua venda sido legalizada a partir de 2014. Desde o primeiro ano da legalização do consumo o número de motoristas envolvidos em acidentes fatais testados positivo para a substância aumenta exponencialmente.

Em 2013 foram 47 casos, subindo para 66 em 2014, 88 em 2015 e 115 em 2016, ano dos últimos dados disponíveis. Há um dado de 2015, quando houve 547 acidentes fatais no Colorado, dos quais em 99 o motorista estaria sob efeito de maconha, 11 acima dos 88 registrados em pesquisa anterior, enquanto 187 estariam sob efeito de álcool.

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Os defensores da legalização alegam que há mais acidentes envolvendo álcool e que os testes de maconha não são confiáveis, pois no momento do acidente o motorista poderia não estar sob o efeito da droga, mas seu teste mostrar resíduos de consumo ocorrido há semanas. No entanto, o mesmo fenômeno foi registrado no Distrito Federal americano, o Estado de Washington, que também legalizou o consumo da droga.

Além de haver um padrão estatístico registrado nos dois Estados, o consumo total de maconha registrou aumento e os testes em acidentes não-fatais se elevaram. Também há o facto geralmente ignorado de que nos acidentes onde o teste para álcool é positivo, na minoria das vezes a polícia aplica também o teste para presença de canabidiol, podendo ser a estatística maior do que a apresentada.

Outro ponto que corrobora a ligação entre o consumo de maconha e aumento dos acidentes é o nível detectado no sangue dos motoristas envolvidos em acidentes fatais. Antes, dificilmente os testes resultavam THC em nível maior a 5 ng/ml – limite estabelecido pela legislação que legalizou o consumo -, mas em 2016, o nível médio nos testes alcançou 30 ng/ml, ou seja, 600% acima do permitido. Uma pessoa com este nível de THC no sangue está necessariamente “muito chapada” – lembrando que o limite estabelecido é quantitativo, não qualitativo, pois não há nível seguro para consumo de THC, mas se considerou 5 ng/ml como aceitável para estar na direção.

Apesar da linha aleatória de corte definida como “aceitável”, há registros de acidentes com testes inferiores ao permitido. Enquanto o consumo de 30 ng/ml afeta consideravelmente e decisivamente qualquer ser humano, o consumo abaixo de 5 ng/ml pode afetar boa parcela, sendo um tiro no escuro.

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Fonte: Denver Post

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