URGENTE: Prisão de Cristina Kirchner é sancionada pelo Tribunal Supremo da Argentina

A ex-presidente e atual Senadora Cristina Fernández Kirchner, viúva do ex-presidente Néstor Kirchner, já falecido, teve seu recurso rejeitado pelo Tribunal Supremo da Argentina, que sancionou a ordem de prisão preventiva da senadora por crimes cometidos quando da assinatura do tratado entre Argentina e Irã acerca do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), na qual morreram 85 pessoas e ficaram feridas outras 300.

O atentado contra a AMIA ocorreu em 18 de julho de 1994, com um carro bomba, que explodiu na sede da associação em Buenos Aires, capital da Argentina. O Irã é acusado de ter financiado o atentado e o acordo assinado com Cristina Kirchner impediria aprofundamento dessas investigações e até mesmo punição ao estado muçulmano e seus cidadãos envolvidos – talvez alguns governantes à época.

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Também foi ordenado o congelamento de 50 milhões de pesos argentinos nas contas de Cristina Kirchner, que se diz perseguida política por ser pré-candidata à eleição presidencial de outubro e estar “bem cotada” de acordo com as pesquisas de institutos especializados da Argentina, com rejeição até mesmo menor do que o atual presidente, Maurício Macri. Cristina presidiu a Argentina de 2007 a 2015 e tenta voltar ao cargo, usando de sua pré-candidatura como justificativa à uma suposta perseguição para tirá-la da corrida presidencial, alegando ser a única capaz de vencer o governo “ditatorial” e “oficialista” de Macri.

“Só durante as ditaduras se expôs tão claramente um sistema onde os opositores ao regime não têm nem direitos nem garantias constitucionais e os oficialistas toda a impunidade política, judicial e mediática”, declarou em seu Twitter.

Para que a prisão da ex-Chefe de Estado seja realizada, será necessário que o Senado argentino vote a favor da retirada de sua imunidade enquanto senadora, pois foi decretada pelo juiz federal Claudio Bonadio, em 06 de dezembro de 2017, e agora sancionada pela mais alta corte, mas se trata de preventiva e não uma condenação final. Kirchner também se diz perseguida pelos juízes, pois eles a chamam com freqüência para depôr.

Os argumentos e a narrativa de Cristina são idênticos aos do ex-presidente Lula, que se diz perseguido político apesar de todas as provas contra ele e as condenações irretocáveis de Sérgio Moro e Gabriela Hardt. Lembrando que a ex-presidente da Argentina também responde por casos de corrupção e diversos membros de seu então governo estão presos, mas ela não sabe de nada. Veremos placas de “Cristina Livre” pelas ruas de Buenos Aires?

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Fonte: Jornal Sol

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