Resposta a Luciano Ayan pelo ataque pueril a Olavo de Carvalho

Em artigo recente no seu blog Ceticismo Político, Luciano Ayan promove um ataque pueril ao professor de filósofo Olavo de Carvalho, fazendo de seu lema um slogan irônico – Análise política para adultos. As artimanhas de Ayan são velhas conhecidas de quem trabalha com jornalismo e leva a profissão a sério, seja para o bem ou para o mal.

No título – Ex-aluno explica COF. E é aquilo que você espera-, Ayan entrega sua intenção de desmerecer Olavo Carvalho, descredibilizando o Curso Online de Filosofia, com uma dose de sarcasmo que ataca quem espera encontrar no mesmo um ambiente mais elevado cultural e intelectualmente, enquanto afaga quem concorda com suas idéias pré-concebidas acerca do curso. Há uma acusação implícita a Olavo de Carvalho, de que o filósofo prepararia seu curso minuciosamente para manter seus alunos deslumbrados, ao invés de ajudá-los no desenvolvimento intelectual, espiritual e pessoal, e Ayan tenta reforçar este ponto usando uma publicação de um ex-aluno do COF, no Twitter.

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Bem, ainda no título, quer dizer que Olavo de Carvalho teve milhares de alunos em todos esses anos de existência do COF, mas a opinião de um deles define todo o curso, é a verdade derradeira, absoluta, inquestionável? A opinião de um ex-aluno antipático ao professor Olavo, a opinião de um “desafeto” é a que conta e deve ser aceita por todos? E os milhares de depoimentos de alunos do COF agradecendo ao professor e que contradizem totalmente essa versão enfadonha? Ayan usa da tática que tentar fazer do mínimo, o máximo, da parte, o todo; utiliza da insatisfação um aluno do COF, entre milhares que existiram, para desonestamente colar um espantalho no curso e em Olavo de Carvalho.

Nem Cristo agradou a todos, Sócrates foi condenado à morte e teve que tomar a cicuta, Sêneca foi obrigado ao suicídio por seu pupilo, Nero, mas Olavo de Carvalho tem a obrigação de agradar a todos, mesmo aos espíritos e mentes mais fracos e viciados? Esse julgamento assimétrico é propositalmente feito para atacar a imagem e reputação do filósofo. Do inimigo, exigimos tudo, dos amigos, quiçá o mínimo. O duplipensar da própria esquerda, o materialismo dialético de Marx, colocados em ação por um “analista político” numa cruzada contra o responsável por abrir o espaço que hoje ele consegue ocupar.

O ex-aluno, Horácio Neiva, em sua publicação, diz:

Quem já passou pelo submundo olavette sabe que há uma ideia difusa de que ali estão as pessoas mais inteligentes, a futura “elite cultural”, as pessoas que vão resgatar e manter viva a “alta cultura”.

Tudo – seja textos ou o próprio Curso – contribui para esse sentimento. Olavo insistia sempre nas aulas que “vocês” irão resgatar a cultura brasileira; que “vocês” tem uma responsabilidade; que vocês devem fazer isso e aquilo.

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Submundo olavette? Ignorando esse primeiro ataque, que prepara o leitor para enxergar o curso como uma marginalização da intelectualidade, ou um mundo baixo, inferior aos demais, podemos prosseguir para a escolha o termo “idéia difusa”, que traz a impressão de que há um “sentimento incutido” de forma esparsa, mas que impregna em cada aluno e faz deste um ser soberbo. Bem, quando entramos para um curso, não esperamos sair dele mais qualificados? Se o curso é de filosofia, por que esperar menos do que ser parte de uma elite intelectual e cultural? Claro, argumento aqui tomando por verdade as premissas enunciadas, mas só para fins de argumentação. Ainda nesta linha, quem adquire esse conhecimento, não possui deveres quanto à sua utilização?

Os grandes filósofos sempre buscaram organizar o conhecimento, sendo esta a tarefa dos sábios. Através da organização do conhecimento, pode-se educar os demais, transmiti-lo. Incutir um senso de missão aos seus alunos é algo que todo professor que se preze deve fazer, ou o conhecimento adquirido se perderá. Não estará errado se Olavo realmente fizer isso quanto aos seus alunos, pelo contrário, será mais um motivo para admirá-lo.

E havia alguns procedimentos para incutir esse sentimento nos alunos: havia o voto de abstinência em matéria de opinião (segundo o qual nenhum aluno poderia opinar sobre um assunto até que tivesse dominado o – outra frase que o Olavo adorava – status quaestionis do problema).

Havia as preliminares ao estudo da filosofia (que praticamente nunca vem): tem que estudar latim; tem que estudar gramática, tem que ler os grandes livros da literatura universal e brasileira.

O resultado era um grupo de pessoas que realmente se sentia muitíssimo inteligente. Que se não era reconhecida era por conta de uma decisão deliberada de “ficar calado e estudar”.

Continuando a tomar por premissa que Horácio esteja falando a verdade quanto aos métodos do professor Olavo de Carvalho, explanemos o seguinte: 1- exigir que outrem primeiro domine um tema, antes de discuti-lo, se chama honestidade intelectual, se você acha que pode discutir o que desconhece, então, não mereces ser levado a sério por pessoas honestas. / 2 – Essas preliminares de estudo são as mesmas aplicadas pelos grandes mestres ao longo da história; Sócrates fala em música e ginástica, para equilibra mente e corpo, enquanto Aristóteles falará em literatura e dialética; os clássicos terão Trivium e Quadrivium… Mas a Olavo de Carvalho é negado utilizar de tais métodos, enquanto se aplaude os demais? / 3 – Alguém com todas as premissas absurdas anteriores, não está qualificado a julgar o intelecto alheio / e 4- Ficar calado e estudar é o melhor conselho que podemos dar a quem esteja no começo da vida intelectual, que o ex-aluno poderia ter seguido.

O restante da publicação é composta exclusivamente por insultos, ad hominem e satirização dos alunos e do próprio professor Olavo de Carvalho, sem apresentação de uma única prova, argumento etc, que baseie tal “explanação”. Só destaco o reforço da idéia de “deslumbramento”, que Ayan tenta incutir desde o título, até suas considerações finais. Assim como Leandro Karnal tenta criar o espantalho de uma “ direita delirante”, Luciano Ayan quer criar outro, de uma “ direita olavette deslumbrada”. O nível baixa ao argumento do “fala de livros que não leu”, como se o autor do texto convivesse diariamente com o filósofo, ou estivesse dentro da cabeça dele e de seus demais alunos, para saber o que leram ou deixaram de ler. Aplicou um teste geral e se colocou num pedestal de julgador? Mas não é disso, também, que acusa o professor Olavo de Carvalho? Interessante.

Ao final do texto, Ayan afirma “Aliás, já teve adepto de Olavo atacando-o, mas está difícil respondê-lo. Agora o ideal é abrir o conteúdo do COF ao escrutínio, de acordo com as afirmações de Neiva. Ao avaliar a estrutura de sentimentos supostamente habilitada por Olavo, a conversa fica bem mais séria”… “E aí, será que Olavo toparia esse tipo de escrutínio? Como diria o ceguinho esperançoso”.

Novamente, Ayan se coloca como centro de tudo, neste caso, como aquele que define se está fácil ou difícil responder ao Horácio, são os critérios e o julgamento de Ayan que definem tudo e que devem ser aceitos por você, leitor desrespeitado por técnicas de manipulação. E veja, Horácio que publicou contra Olavo de Carvalho, mas a resposta de seus alunos e seguidores são “ataques”? Ayan tenta inverter a realidade e novamente tornar isto uma guerra assimétrica, dentro da qual tudo vale contra Olavo, mas nada vale para defendê-lo, ou como atribuem à Lênin “acuse-os do que você faz”.

Horácio chega a falar em “teorias conspiratórias comunistas de Olavo” e também dos alunos, mas ignora que todas as teorias se mostraram reais, como o Foro de São Paulo, o aparelhamento do PT, as tentativas contra a Lava Jato, todo o plano comunista para a América Latina, a ligação da Open Society com clínicas de aborto e agendas da ONU, etc etc. Horácio que deve ser adepto da teoria da mera coincidência e, de orgulho ferido, continua no ataque pessoal, por incapacidade de assumir que Olavo tem razão.

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Por fim, e eis aqui a puerilidade de Ayan exposta, este exige que Olavo de Carvalho abra o conteúdo de seu curso para um escrutínio, ou seja, para verificação e validação por seus inimigos, como o próprio Ayan. A soberba infantil de quem se acha o grande douto, do qual um curso necessita do selo para ter validade, só é ofuscada pela ridícula exigência, ainda mais pueril, da abertura do conteúdo do COF. Oras, está exigindo que um professor abra o conteúdo de seu curso, de onde retira seus sustento, ao público? É como exigir que o curso fosse gratuito. Na verdade, Ayan quer gerar um “movimento” que compre essa idéia e faça essa exigência, para que o professor Olavo de Carvalho abra o conteúdo gratuitamente e fique sem meios de sustento, algo que obviamente ele não fará, mantendo a narrativa de Ayan viva.

Ah! Olhem a imagem escolhida por Ayan, quem entende minimamente de simbolismo, notará que escolheu um print de tela qualquer, distorcido, para gerar antipatia pela figura de Olavo de Carvalho, incutindo essa imagem deturpada diretamente no imaginário do leitor desavisado. Essa é velha, Ayan, faça melhor na próxima!

Deixo o seguinte desafio ao Luciano Ayan, venha a São Paulo, se já não estiver aqui, e façamos um painel ao vivo, com transmissão pela internet, para debatermos sobre a obra do professor Olavo de Carvalho, afinal, se você o ataca e critica tanto, e usando de tais ardis e artimanhas desonestas, me pergunto se conhece de facto a obra, pois o normal seria utilizar de argumentos e honestidade, concordando ou discordando de Olavo de Carvalho, ou de outrem. Que analista é esse, que analisa sem conhecer?


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Fonte: Ceticismo Político

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