Ideologia de Gênero – Estrutura e Meios de Ação

A Ideologia de Gênero é um instrumento revolucionário de subversão das personalidades; afirma que não há homens e mulheres, pois ambos seriam meras construções sociais, ou seja, basta ao indivíduo sentir-se homem ou mulher e comportar-se de acordo com as características de tal “construção” e tornar-se-á homem ou mulher. Ignora-se a biologia, a psiquiatria e a própria razão, ao fazerem-se tais afirmações.

Biologicamente há macho e fêmea, enquanto sexo biológico, e ambos possuem determinadas características advindas de seu sexo, e isso é notório. Assim sendo, essas características naturais ao aflorarem determinam a identidade sexual, que será primordial no desenvolvimento da personalidade. Nesse processo de desenvolvimento da personalidade dos seres humanos há forte influência dos arquétipos, que são (resumidamente) conjuntos de características apreendidas ao longo da história e que estão incutidas nos indivíduos, como bem explica o psiquiatra Carl Jung.

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Entre esses arquétipos estão o de homem e o de mulher, que são naturalmente intrínsecos ao determinismo sexual de macho e fêmea, respectivamente. Isso significa que o macho naturalmente se identificará com o arquétipo masculino e a fêmea com o feminino, sendo a única maneira disso não ocorrer que haja a intervenção de uma força externa que constranja o indivíduo a imitar o arquétipo oposto, desde a infância, até que se transforme em um comportamento patológico e de graves conseqüências à psique do mesmo, levando-o da natureza sadia, ao transtorno de identidade e até de personalidade.

Para exemplificar, imaginemos as três seguintes situações:

1 – O indivíduo está na tenra infância e é forçado a relacionar-se sexualmente com outros de seu mesmo sexo, ou a isso induzido, de forma a comportar-se dessa maneira até que se torne patológico, desenvolvendo um transtorno sexual; neste momento, tal indivíduo gosta de outros de mesmo sexo, mas se comporta no restante de acordo com o arquétipo que corresponde ao seu sexo biológico.

2 – Esse indivíduo é bombardeado com referenciais distorcidos, de pessoas do seu sexo, mas que se comportam como as do sexo alheio. Como a criança aprende pela mímesis, ou seja, a mímica, a imitação, ela tende a imitar o comportamento daquele que lhe parece semelhante, e se esse comportamento está distorcido, logo, a criança imitará uma distorção, que a levará a se identificar com um comportamento que não lhe é natural, desenvolvendo adiante o transtorno de identidade. O indivíduo pode ser gay ou hétero, mas não se identificará com a imagem de si mesmo, buscando promover alterações em si, para ficar de acordo com a imagem do sexo ao qual imita; eis nesta fase as cirurgias, tratamentos hormonais etc.

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3 – Finalmente, de tanto imitar e fazer alterações em si, convencendo-se a cada instante de ser aquilo que não é; o indivíduo passa a acreditar que é algo que não é e chega ao transtorno de personalidade. No transtorno de identidade sabe-se que mesmo que altere o corpo não será o sexo oposto, mas esteticamente parecido, no de personalidade passa a dizer-se ser do sexo oposto. É como um indivíduo que se fantasia de Napoleão, mas sabe bem que é o José, e outro que afirma: “eu sou Napoleão”.

É de suma importância que essa força contrária à natureza seja exercida desde a infância, pois em adultos só obtém resultados se tais já vierem de uma realidade pessoal esquizofrênica, ou serem portadores de disforia sexual, uma doença, que foi retirada do CID-10 no anos 80 do século XX, por pressão de ativistas LGBT’s, mas que se matem nos manuais de medicina, demonstrando que pode um indivíduo nascer com uma disfunção mental que afeta suas preferências sexuais; contudo, é uma doença rara e não a regra.

A Ideologia de Gênero é desprovida de bases científicas, filosóficas e psicológicas, tendo sido refutada pela Associação Americana de Pediatras, que comprovou os danos psíquicos e materiais que tal ideologia produz na sociedade, em especial nos indivíduos por ela afetados. O relatório da associação começa assim:

“A disforia de gênero (DG) na infância é uma condição psicológica em que as crianças sentem uma incongruência nítida entre o gênero que sentem ter e o gênero associado a seu sexo biológico. Na imensa maioria dos casos em que isso ocorre na criança pré-adolescente, a DG se resolve até o final da adolescência. Existe hoje uma discussão intensa, embora suprimida, entre médicos, terapeutas e acadêmicos em torno do que está rapidamente se tornando o novo tratamento padronizado da DG em crianças. Esse novo paradigma se baseia na premissa de que a DG é algo inato; ele envolve a supressão da puberdade com agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), seguida pelo uso de hormônios do sexo oposto – uma combinação que resulta na esterilidade de menores. Uma revisão da literatura atual sugere que esse protocolo se baseia em uma ideologia de gênero não científica, que ele carece de uma base de evidências e que viola o princípio ético duradouro de “em primeiro lugar, nunca causar dano ou mal”.

Está claro que a disforia sexual, cujo nome politicamente correto é disforia de gênero, um erro, pois gênero masculino e feminino se refere à gramática e apenas a isso, é uma condição geralmente temporária e que apenas se forçado seu desenvolvimento, resultará em problemas maiores. E há grupos que defendem uma agenda (a agenda progressista) perante a qual deve-se estimular a confusão mental em crianças e adolescentes, levando-os aos transtornos mencionados. Tudo isso é relatado pela própria associação:

O professor de assistência social Dr. William Brennan escreveu que “o poder que a linguagem possui de colorir nossa visão da realidade é profundo”.[8] É por essa razão que a engenharia lingüística sempre precede a engenharia social, mesmo na medicina. Muitos têm a visão equivocada de que o gênero, no passado, significava sexo biológico. Embora os termos freqüentemente sejam usados de modo intercambiável, eles nunca foram verdadeiros sinônimos. [9],[10]. As feministas do final dos anos 1960 e da década de 1970 usavam o termo “gênero” para se referir a um “sexo social” da pessoa, que poderia diferir de seu “sexo biológico”, para superar a discriminação injusta das mulheres, que tinha raízes em estereótipos sexuais. Essas feministas são as grandes responsáveis por terem generalizado o uso da palavra “gênero” em lugar de “sexo”. Mais recentemente, em um esforço para eliminar a heteronormatividade, os teóricos queer ampliaram o gênero de modo a abranger mais de 50 categorias, fundindo o conceito de um sexo social com as atrações sexuais.[9] Mas nenhum dos usos reflete o sentido original do termo.

Antes da década de 1950, o gênero se aplicava apenas à gramática, não às pessoas. [9],[10] As línguas de origem latina classificam os substantivos e seus qualificadores como masculinos ou femininos, e por essa razão essas palavras ainda são descritas como tendo um gênero. Isso mudou nas décadas de 1950 e 1960, quando os sexólogos perceberam que sua agenda de redesignação sexual não poderia ser defendida suficientemente usando os termos “sexo” e “transexual”. Do ponto de vista puramente científico, os seres humanos possuem um sexo biologicamente determinado e diferenças sexuais inatas. Nenhum sexólogo pode mudar os genes de uma pessoa através de hormônios e cirurgia. A troca de sexo é objetivamente impossível.

A solução encontrada pelos sexólogos foi apropriar-se da palavra “gênero” e atribuir a ela um novo sentido que se aplicava às pessoas. John Money, PhD, foi um dos mais destacados desses sexólogos que redefiniram o gênero para que significasse “a atuação sexual indicativa de uma identidade interna sexuada’.[10] Essencialmente, esses sexólogos inventaram a fundamentação ideológica necessária para justificar seu tratamento do transexualismo com cirurgias de redesignação sexual e chamaram a isso de gênero. É essa ideologia fabricada pelo homem de uma “identidade interna sexuada” que hoje domina a medicina, a psiquiatria e o mundo acadêmico. Esta história lingüística deixa claro que o gênero não é e nunca foi uma realidade biológica ou científica. Em vez disso, o gênero é um conceito social e politicamente construído”.

A verdadeira “construção social” ocorreu pelas mãos de inescrupulosos defensores da agenda progressista, principalmente da Escola de Frankfurt, e atualmente é uma das principais bandeiras do progressismo, atacando o imaginário popular através de novelas, teatro, livros, músicas, filmes, programas de auditório, telejornais e a mídia em geral etc. Clara tentativa de referenciar nossas crianças com modelos contrários ao seu desenvolvimento saudável e incutir em nosso imaginário símbolos antagônicos à realidade, além de desinformar. Por exemplo, a mídia defende o “direito às cirurgias de mudança de sexo e tratamento hormonal”, e defende isso inclusive para crianças e adolescentes e sem autorização dos pais, geralmente condenando a atuação das famílias que tentam ajudar e defendendo os verdadeiros agressores. Não é possível mudar de sexo e ao não obter essa realização o único resultado possível é a frustração e possível depressão, que tendem a agravar a situação psíquica do indivíduo.

“A alegação feita por Forcier e Olson-Kennedy de uma discordância inata entre o cérebro e o corpo de uma criança vem de imagens de difusão por ressonância magnética que demonstram que o aumento da testosterona em meninos na puberdade aumenta o volume de substância branca, além de estudos dos cérebros de adultos que se identificam como transgêneros. Um estudo de Rametti e colegas constatou que a microestrutura de substância branca dos cérebros de adultos transexuais de mulher a homem (MaH) que ainda não haviam iniciado tratamento com testosterona era mais semelhante à de homens que à de mulheres.[12] Outros estudos com imagens de difusão por ressonância magnética concluíram que a microestrutura de substância branca nos transexuais MaH e homem a mulher (HaM) está a meio caminho entre os de mulheres e homens genéticos.[13]

Mas esses estudos têm significado clínico questionável, devido ao número pequeno de sujeitos e à existência de neuroplasticidade. Este é um fenômeno fartamente constatado em que comportamentos de longo prazo modificam a microestrutura cerebral. Não há evidências de que as pessoas nasçam com microestruturas cerebrais que são imutáveis para sempre, mas há evidências importantes de que a experiência modifica a microestrutura cerebral.[14] Portanto, se e quando forem identificadas diferenças válidas nos cérebros de transgêneros, é provável que elas serão um fruto do comportamento transgênero, não sua causa. O que é mais importante, contudo, é o fato de que os cérebros de todos os bebês do sexo masculino são masculinizados antes do nascimento por sua própria testosterona endógena, que é liberada por seus testículos a partir de aproximadamente oito semanas de gestação. As bebês meninas não possuem testículos, é claro, logo não têm seus cérebros masculinizados por testosterona endógena. [15],[16],[17] Por essa razão, tirando a hipótese de uma das raras desordens de desenvolvimento sexual (DDSs), os meninos não nascem com cérebro feminizado e as meninas não nascem com cérebro masculinizado.

Os geneticistas comportamentais sabem há décadas que, enquanto genes e hormônios influenciam o comportamento, eles não predeterminam que uma pessoa tenha que pensar, sentir-se ou se comportar de determinada maneira. A ciência da epigenética constatou que os genes não são análogos a “modelos” rígidos de comportamento. Na realidade, os humanos “desenvolvem características através do processo dinâmico de interação entre genes e ambiente (…) [os genes por si sós] não determinam quem somos.”[18] Com relação à etiologia do transgenerismo, estudos de gêmeos feitos com transexuais adultos provam definitivamente que a influência genética e hormonal pré-natal é mínima”.

Entramos aqui numa seara importantíssima, pois como dito anteriormente há uma pré-determinação sexual genética, mas a interação entre genes e ambiente é fundamental para a questão comportamental, ou seja, para que haja um desenvolvimento psíquico saudável e a formação de uma personalidade não-transtornada. É justamente a atuação progressista, tendo em vista a neuroplasticidade, para através da alteração do ambiente e de referências deturpadas forçar um comportamento antinatural e, portanto, a reprogramação da microestrutura cerebral.

O que a mídia também não diz, e podemos encontrar no relatório da Associação Americana de Pediatras – cujo link traduzido pela Gazeta do Povo está ao final deste artigo – é que os tratamentos hormonais para interromper a puberdade e, depois, impor um desenvolvimento físico contrário à biologia do indivíduo, promovem doenças coronárias, oncológicas e diversas outras, sendo que a expectativa média de vida dessas pessoas cai para 40 anos. O conceito de “nunca causar dano” é solapado pela necessidade de impor a agenda progressista.

A intenção é clara. Ao aniquilar as identidade e personalidades de nossos filhos, sobrinhos, afilhados, netos, bisnetos etc., os ideólogos de gênero fomentam uma sociedade esquizofrênica e intolerante, destruindo a estrutura familiar, ou seja, nossas famílias, e, enfim, eliminando as bases morais, costumes e tradições que mantém a coerência social. Do caos obterão a desculpa para a tutela sobre nossas vidas; o poder para dominar-nos e decidir tudo por nós, para “evitar guerras, anarquia…”.

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Lembrai-mo-nos de Caio Júlio Cesar (100 a.C – 44 a.C.) que fomenta uma guerra civil para tornar-se ditador em Roma, prometendo por fim às guerras civis.

Link do relatório da Associação Americana de Pediatras – http://especiais.gazetadopovo.com.br/ideologia-de-genero-estudo-do-american-college-of-pediatricians/


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