Guerra Comercial e Falência do Estado de Bem Estar Social

Abaixo um “apanhadão” de algumas notícias da economia internacional, analisadas uma a uma. 

Polícia Nacional Portuguesa aguarda grande mobilização inspirada nos “Coletes Amarelos”

A Polícia Nacional Portuguesa se prepara para as manifestações que ocorrerão em breve, inspiradas pelos “Coletes Amarelos” da França. Os portugueses estão insatisfeitos com os rumos econômicos do país, fora Portugal ter se tornado um país estamental, ou seja, com quase zero mobilidade econômica-social – você nasce pobre e morrerá pobre. 

LeiaMais

CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO
ANÚNCIO

As políticas socialistas portuguesas estão começando a surtir seus efeitos negativos em Portugal. O sonho acabou! Aquele discurso de fim da austeridade e papai Estado para todos, rendeu promessas que não se concretizaram – como de melhorias na Saúde -, desemprego baixo (6,7%), mas de péssima qualidade, com salários líquidos baixíssimos e populismo para a classe do serviço público, que agora pode prejudicar a previdência dos mesmos – como notado pelo comentador político português Marques Mendes.

Marques Mendes também notou o excesso de greves e o esgotamento dos partidos políticos e dos próprios sindicatos – fenômeno parecido ao brasileiro -, algo que, segundo o mesmo, deve afetar muito as pretensões do Partido Socialista (PS) de obter maioria nas próximas eleições. O PS quer que emigrantes votem, em 2019, que emigraram por causa das políticas do Estado de Bem Estar Social, que prejudica aos cidadãos portugueses e à economia, nas últimas décadas; talvez tenham a esperança de obterem votos suficientes entre os 1,5 milhão de portugueses no estrangeiro, para conquistarem a maioria almejada, pois muitos emigraram antes da chegada do PS ao poder. Uma situação confusa, mas possível. 

Bem, algumas das reivindicações dos “Coletes Amarelos” em França são bem socialistas, aquele “mais do mesmo”, mas outras são bem Cristãs, como o acolhimento digno aos refugiados para que se dê fim aos guetos e às favelas a céu aberto em Paris; locais perfeitos para abrigar terroristas, células de terrorismo e que se tornaram perigosos aos próprios franceses. Seria estrategicamente inteligente essa reorganização urbana, até para melhor controle e expulsão dos elementos hostis. Mas também pedem aumento de Bem Estar Social, querendo diminuição de impostos, algo incompatível. No mínimo, lembram as manifestações brasileiras de 2013, que levaram às ruas pessoas de todas as vertentes políticas e ideológicas, com pautas diversas, e depois se subdividiu em grupos variados – alguns criminosos, como os Antifas, e outros pacíficos, como os que participaram do Impeachment de Dilma Rousseff (PT) -, e a Polícia Nacional de Portugal está atenta aos elementos que possam provocar ações criminosas, como os Black Blocs fizeram e os Antifas atuais fazem no Brasil.

Será que haverá a subdivisão posterior em França e Portugal? Se essas manifestações podem afetar tanto o PS, talvez o movimento português já esteja, se certa forma, mais “definido”. Mas vem aí uma “ direita” organizada, mesmo que incipiente ainda, ou uma esquerda ainda pior e oportunista, na velha tática das tesouras? Será isso também em França?

CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO
ANÚNCIO

E por falar em França

Gigantes da Internet serão taxados na França

Os chamados GAFA (Google, Apple, Facebook, Amazon etc) começarão a ser taxados pelo governo Francês, a partir de 1 de janeiro de 2019. É esperada arrecadação de 500 milhões de euros, até o final de 2019. 

A taxação não se limitará ao faturamento dessas empresas na França, mas também às divisas obtidas com revenda de dados pessoais, publicidade e plataformas digitais, segundo informou o Ministro das Finanças, Bruno Le Maire.

Durante o governo do socialista Hollande, a França experimentou a fuga de investidores e empregadores, devido ao fracasso da taxação sobre grandes fortunas. Até o ator Gerard De Pardieu retirou seu capital do próprio país. O governo Macron parece não ter aprendido a lição e quer repetir uma fórmula fracassada e que trará aumento de custos às empresas, corte de emprego dentro de seus escritórios no país, e até retirada destes, diminuição de investimentos na França, afetando empregos indiretos, e aumento dos custos de produtos e serviços aos consumidores. O Estado de Bem Estar Social francês está falido e com os dias contados, sendo a crise migratória e as manifestações dos “Coletes Amarelos” só o começo. 

Há uma Guerra Comercial da França com as empresas, pois o país quer aprovar esse modelo fracassado de taxação nas diretivas da União Européia (UE). Por enquanto, essa mentalidade socialista do governo Francês não obteve sucesso em tal empreitada. 

E a Guerra Comercial não é exclusividade da França e da UE…

Donald Trump é acusado de principal player da Guerra Comercial durante evento da OMC em Genebra

O presidente americano, Donald Trump, recebeu diversas acusações em discursos de outros Governos durante reunião de cúpula da Organização Mundial do Comércio (OMC) que analisa a política comercial internacional. Acusado também de unilateralismo e protecionismo, recebeu críticas do Brasil aos tradicionais subsídios americanos e ao fechamento comercial agrícola dos EUA, mas também recebeu elogios.

O Brasil declarou ser os Estados Unidos da América (EUA) uma país comercialmente aberto, com exceção da agricultura. Também elogiou a política de acordos bilaterais e seus benefícios; mesmo política que deve ser adotada pelo governo brasileiro, a partir de 1 de janeiro de 2019, quando assumirá o presidente eleitor Jair Messias Bolsonaro (PSL) e conforme sinalizou o Ministro da Economia, Paulo Guedes

CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO
ANÚNCIO

O Embaixador do Brasil na OMC, Alexandre Parola, declarou:

“Os EUA foram historicamente um dos líderes do regime multilateral, inclusive na OMC. Seria menos que justo não reconhecer esse fato. Nós certamente não acreditamos que tais regimes sejam perfeitos. Não o são e damos as boas vindas a reforma-lo e aperfeiçoá-lo”

Acordos bilaterais, desprovidos de ideologia, são mais benéficos e espantam a possibilidade de domínio da economia de um país por um bloco econômico, submetendo a pó a independência econômica e a soberania nacional. Nestes anos de governo Trump, os EUA tem focado nesses acordos e saído dos coletivos, como o Acordo Trans-Atlântico, que endurecia até as leis de direitos autorais e patentes e travava o desenvolvimento científico e tecnológico. 

Os cortes nas políticas de bem estar social do pesado Welfare State criado pelo governo de Barack Obama, o enfrentamento contra a China, a defesa dos interesses americanos, a reforma tributária – com cortes de impostos e de burocracia -, a saída de acordos coletivos perniciosas e realização de acordos bilaterais, resultou na menor taxa de desemprego americana desde 1969 (3,7%) e aumento mensal do salário médio por hora (2,8% em setembro de 2018, por exemplo). 

Os EUA continuam crescendo economicamente, enquanto segue o  desaquecimento na China e na Europa. Lembrando que são estes os governos que criticam as políticas econômicas de Trump, enquanto seus países permanecem em desaceleração. 

E a Guerra Comercial com a China parece adotar ares de uma nova Guerra Fria, devido à Batalha da Propaganda – as empresas de imprensa chinesas aumentaram sua divulgação nas redes sociais de diversos países, mas são controladas pelo Partido Comunista Chinês (PCC) – e até a acusações de espionagem no escândalo que envolve a maior empresa chinesa de telecomunicações, também uma das maiores do mundo!

Huawei acusada de espionagem e colaboração com o Irã

A vice-presidente e herdeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi presa em Vancouver, Canadá, devido às acusações americanas de colaboração da Huawei com o Irã e espionagem, que colocariam sob forte ameaça a segurança americana, e até mesmo internacional; a própria privacidade dos usuários de telecomunicações de todo o mundo.

As principais empresas de Países europeus como França e Alemanha se comprometeram a não adquirir mais equipamento e serviços da Huawei, assim como fizeram EUA, Canadá, Austrália e Japão

Há uma forte campanha da imprensa para vender a narrativa de que os EUA querem frear o crescimento da Huawei, apesar desta empresa estar crescendo há anos. Só agora Trump resolveria “agir” em protecionismo? A Batalha da Propaganda entre o Ocidente e a China Comunista volta com força aos centro da geopolítica e da economia internacional, tal como durante os anos 50 e 60 do século XX. 

A jornalista brasileira Tatiana Scavone tratou minuciosamente do escândalo em seu canal de Youtube, o Curta e Grossa:


Nos ajude a construir uma mídia independente, apoie o S1N7ESE e receba recompensas e vantagens por isso: clique aqui!


Conteúdo relacionado

Deixe um comentário
avatar
1000
  Se inscrever  
Notificação de
Próximo post