Fome na Coréia do Norte é repetição de erro histórico, mas até quando?

Não é novidade alguma que onde o comunismo se instale, a fome o acompanhe. Na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o ditador comunista Joseph Stálin utilizou deste facto para aniquilar a resistência do povo ucraniano, promovendo um genocídio através de fome forçada, entre 1932 e 1933. Os soldados soviéticos chegavam a invadir as casas para encontrar comida escondida e destruir, como sacos de farinha, grãos escondidos no assoalho, e tudo o que pudesse servir de alimento. Resultado: 14 milhões de ucranianos morreram de fome forçada por Stálin, no episódio histórico conhecido como ‘Holodomor’.

Na China de Mao Tsé-Tung, houve dois momentos de holocausto por fome: o Grande Sal Em Frente (1958 – 1962) e a Revolução Cultural (1966 – 1976). No primeiro caso, Mao tentou promover uma industrialização forçada na China, um país agrícola, sem tecnologia, sem capital e com mão de obra sem qualificação para operar tais engenhos. Fora os que morreram dada a insalubridade das fábricas, mais de 60 milhões pereceram por fome, pois a produção agrícola despencou, principalmente por causa do novo sistema de divisão das produções em “Comunas”. À época, até o ditador da URSS à época, Nikita Khrushchov, disse que tal sistema era conhecido dos soviéticos e não tinha como funcionar.

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No segundo caso, Mao utilizou da fome como arma de extermínio em massa de todos os elementos que demonstrassem um mínimo de hostilidade à sua ditadura e aos ideais comunistas. Este segundo genocídio comunista chinês ceifou 45 milhões de vidas humanas inocentes, totalizando 105 milhões com os dois casos. O historiador Frank Dikötter escreveu sobre as táticas malignas utilizadas pela ditadura chinesa e recomendo a leitura de seu livro “A Grande Fome de Mao”.

E não devemos deixar que a história do Khmer Vermelho seja apagada, ou passe por revisionismo. Pol Pot comandou o assassínio de 2 milhões de pessoas em um país como o Camboja, que tinha 8 milhões à época. Foi um genocídio de 25% da população, promovido entre 1975 e 1979, com Pol Pot à frente da máquina do Partido Comunista do Camboja. Um assassínio em massa planejado minuciosamente e executado com grande perícia e brutalidade pelos comunistas cambojanos, a mando de seu “Grande Líder”.

Esses são apenas os maiores e mais drásticos exemplos, onde houve até canibalismo. Há ainda os casos de Vietnã, Angola, Zimbabwe, Cuba, Venezuela, Iugoslávia, Hungria, Polônia etc. Logo, o caso da Coréia do Norte não é de estranhar, mas ainda causará espanto dadas as conseqüência concretas que finalmente chegam ao grande público, apesar de tantos alertas de autoridades internacionais como o presidente americano Donald Trump e intelectuais como o filósofo e professor Olavo de Carvalho.

A pedida de ajuda humanitária à ONU e às vésperas do segundo encontro com Donald Trump, não ocorreu à toa, nem por mera coincidência, não se deixe enganar! O ditador comunista Kim Jong-Un chegará fortalecido ao encontro, pois Trump terá que ser duro na mesa de negociações com o ditador de um país que possui 10 milhões de pessoas desnutridas e sob ameaça de morte por fome, o que torna a negativa de aliviar as sanções econômicas sem a contrapartida da desnuclearização “contra-humanitária” no imaginário que será trabalhado pela mídia mundial.

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Mesmo não sendo das sanções a culpa pela situação norte-coreana, o que de facto importa é a narrativa que assim trata o caso, ou esqueceremos da retórica comunista de partidos como PT, PSOL, PCdoB e seus membros na imprensa, colocando a culpa da miséria em Cuba nas sanções americanas? Bem, as sanções foram aliviadas e os cubanos continuam chafurdando na mesma lama, enquanto a ditadura comunista cubana continua negociando com mais de 100 países, principalmente através das empresas abertas pelo falecido ditador comunista Fidel Castro, e registradas em seu nome – e os Estados Unidos da América (EUA) continua sendo o maior parceiro comercial da Ilha Cárcere, como nunca deixou de ser.

Kim Jong-Un pediu ajuda humanitária à Organização das Nações Unidas (ONU), mas não aos Americanos, ou à vizinha Coréia do Sul? O ditador comunista tenta sensibilizar a opinião pública e usar a seu favor nas negociações com Donald Trump, que sairá como o ‘imperialista malvadão’ que mantém o povo coreano com fome; não importa a verdade, nem a importância da desnuclearização do país asiático, só a narrativa.

Para Kim Jong-Un o que importa é a narrativa e a propaganda

Não há uma preocupação verdadeira de Kim com a saúde de seu povo. Enquanto o ditador comunista continua engordando a pança e o cofrinho, o povo serve apenas como arma retórica contra Trump e a América, mas continuará na miséria e morrendo por fome forçada. Afinal, sem a fome forçada, os comunistas não conseguem manter o controle sobre as populações que subjugam, sendo uma arma revolucionária contra o povo e todos os que se opuserem à ditadura comunista e/ou ao Partidão.

A mesma mão que depena a galinha, não leva bicadas ao lhe estender um pouco de milho velho.


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Fontes: Epoch Times Dário de Notícias Conexão Política

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