Fome como arma comunista I – União Soviética

A Revolução Russa de 1917 – Revolução Comunista, depois da qual os Bolcheviques tomaram o poder, através de manobras internas no Partidão, perseguições, execuções de inimigos etc., e que por isso podemos chamar de Revolução Bolchevique – possui aspectos pouco ou sequer explorados pela Academia, principalmente por estar tomada por simpatizantes da mesma. Não se fala, por exemplo, do amplo apoio de Metacapitalistas de Wall Street, possibilitando a instalação, manutenção e perpetuação dos comunistas no poder.

O professor Anthony Sutton, em seu Wall Street e a Revolução Bolchevique, apresenta diversos documentos, depoimentos entre outros, que comprovam o apoio de grandes nomes das finanças e do empresariado de Wall Street, como os herdeiros de J. P Morgan – falecido em 1913 -, Henry Ford, Owen D. Young, John D. Rockfeller, Jacob Schiff, Edmond James de Rothschild (e Família), Paul Warburg entre outros, financiaram a ascensão bolchevique na Rússia e a Revolução de 1917.

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Os banqueiros da Família Rothschild tentaram uma nova revolução alguns anos depois, quando a URSS abriu seu próprio banco central sem a “benção” deles, mas tiveram que se “contentar” em manter “relações amistosas” com o Kremlin, enquanto ocorria uma queda de braço pelo poder mundial, nas sombras. Independente de tudo isto, mesmo que através de roubos sistêmicos, fraudes e apoios de elites globalistas, a URSS conseguiu capital para alguma estrutura de parque industrial, e mesmo assim sofreu com escassez de alimentos, resistência camponesa, baixa qualificação de mão de obra, entre os demais males de uma economia planificada.

Lênin se viu “obrigado” promover uma pequena liberalização da economia, através de seus Planos Qüinqüenais, donde surgiriam pequenos proprietários de terras, chamados de Kulaks, depois perseguidos e eliminados pela ditadura. Após a morte de Lênin e a subida de Stálin ao poder, a URSS passará pelo período de maior expansão territorial agressora e de terror interno, os povos serão oprimidos por toda a história da URSS, mas sob Stálin, essa opressão foi acompanhada de genocídio, assassinatos em série, eliminação de todos os adversários e até o assassínio de todos os oficiais do Exército Vermelho pouco antes da Alemanha avançar sobre territórios soviéticos, na Segunda Guerra Mundial.

Holodomor – O Genocídio Ucraniano

O caso histórico mais grave na URSS foi a resposta de Joseph Stálin à resistência ucraniana, entre 1932 e 1933, impondo quotas de produção de alimentos propositalmente superiores à capacidade produtiva dos ucranianos.

Ao não conseguirem alcançar as quotas, os ucranianos foram taxados de traidores e toda comida que era encontrada foi confiscada, levando ao episódio histórico conhecido por Holodomor (Morte por Fome), quando mais de 7 milhões de ucranianos foram assassinados por Stálin, que usou a fome provocada como arma de guerra.

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Relatos de canibalismo ainda assombram a sociedade ucraniana, onde o comunismo foi criminalizado após a libertação do país das garras da URSS. Alguns documentários resgataram depoimentos e factos tão sombrios quanto, por exemplo, a invasão de casas pelos soldados soviéticos à procura de qualquer tipo de alimento, que se encontrado era destruído.

Fome como política de controle social

Quando os húngaros se insurgiram contra o controle soviético, em 1956, houve um extermínio promovido pelos tanques da URSS, a mando de Nikita Khrushchov, então Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética, posição anteriormente ocupada por Stálin, seguido de uma imposição de fome como pena pela insurreição. Levar o indivíduo ao limite da fome, o forçando até a se rebaixar à selvageria, é capaz de quebrar o espírito e a capacidade de resistência deste, como também de todo um povo.

Durante a Guerra Afegã-Soviética (1979-1989) o bloqueio das rotas entrada de suprimentos das cidades que davam acolhida aos guerrilheiros mujahidins, para que populações inteiras morressem de fome, e outras se submetessem, foi uma das principais políticas do sucessor de Khrushchov, Leonid Brejnev, autor da Teoria da Soberania Limitada, a qual determinava que a URSS tinha o direito de intervir diretamente em países onde o governo socialista estivesse ameaçado, sempre usando o espantalho de uma “ameaça fascista” ou de “forças liberais e imperialistas”, para não ter que assumir se tratar apenas de uma defesa do assassinato em massa de populares que se insurgissem contra as ditaduras apoiadas pela URSS.

A fome como arma revolucionária não é novidade no mundo comunista e continua a ser usada por ditaduras como de Nicolás Maduro, na Venezuela, Kim Jong-Un, na Coréia do Norte, Miguel Díaz-Canel, em Cuba, Bounnhang Vorachith, no Laos, etc. Um povo com fome extrema passa a agradecer a quem lhe jogar migalhas, e por isso o extermínio num longo período de fome, seguido por períodos intercalados de escassez de produtos variados (carne, pão, leite, arroz etc.), é uma política constante no comunismo.

Referências:

Brejnev, Leonid Relatório do Comitê Central do PCUS – As tarefas imediatas do partido no campo da política interna e externa; XXV Congresso do PCUS / Março de 1976, Edições Avante.

Sutton, Antony; Wall Street e a Revolução Bolchevique, Ed. Libertar, 2015, 1ª edição.

Clews, John C.; Técnicas da Propaganda Comunista, Edições O Cruzeiro, 1966.

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Hammond, Thomas T.; Bandeira Vermelha no Afeganistão, Biblioteca do Exército Editora, 1987.

Brzezinski, Zbigniew; EUA: O Grande Desafio URSS, Ed. Nórdica, 1987.


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Fonte: Documentário - A Verdadeira História do Comunismo Soviético: Holodomor

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