Enforcamentos são usados em 60% das mortes por suicídio no Brasil; armas de fogo em 8,69%

Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, em 2016 e referente a 2015, 60% dos suicídios bem sucedidos no Brasil são por enforcamento, enquanto 18% são por intoxicação e apenas 8,69% tem utilização de armas de fogo. Mesmo com o Estatuto do Desarmamento (ED)o índice não parou de crescer, chegando a mais de 11 mil casos em 2014 e exatos 11.736 em 2015, com aumento exponencial dos enforcamentos e intoxicações e queda nos índices por armas de fogo.

O Estatuto do Desarmamento (ED) não impediu pessoas de cometerem suicídio, mas obrigou os suicidas e utilizarem outros meios, somente isso. As tentativas de suicídios – ou seja, os casos onde o suicida não foi bem sucedido – são quase todas por intoxicação – e já era à época do ED – tendo aumentado 5 (cinco vezes) em 10 anos, afetando principalmente mulheres – 70% dos casos -, enquanto o suicídios bem sucedidos são quase todos de homens – 79% do total.

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A liberação da posse de armas de fogo não é fator considerável nas estatísticas de suicídio, pois os índices de suicídio continuaram a aumentar à revelia do ED, com os suicidas simplesmente aumentando as estatísticas de outros métodos. O máximo que pode ocorrer é aumento no uso de armas de fogo, com diminuição dos demais métodos, mas nada que seja realmente relevante, pois em 1980 a posse de armas era legalizada e apenas 660 casos foram registrados, enquanto os motivadores de suicídios entre 1985 e 1992, principalmente em 1991, foram econômicos – crises inflacionárias, quebras gerais e confisco de poupança, entre outros -, quando a situação se estabilizou com o Plano Real os índices começaram a cair e foram de 1.555 casos em 1995 para 956 em 2014, com leves oscilações de um para outro ano.

O número de homicídios por armas de fogo não registrou quedas significativas, como ainda aumentou de 36.115 em 2003 para 42.291 casos em 2014. O de suicídios se manteve com tendência de queda desde 1995 e esse índice de queda não sofreu alterações significativas após 2003, portanto, é errado afirmar que legalização da posse de armas de fogo aumentará a quantidade de suicídios no Brasil, sequer mesmo de suicídios por armas de fogo de forma significativa, como observáveis nos anos anteriores às depressões e, depois do Real, anteriores ao ED. Não há qualquer possibilidade de correlação factual entre a posse de armas de fogos e os índices de suicídios, que não pararam de aumentar no plano geral, alcançando os mais de 11 mil casos em 2014 e quase 12 mil em 2015.

Entre 2011 e 2016 ocorreram 48.204 tentativas de suicídios, sendo 58% por intoxicação. Há quem argumente que a intoxicação é menos fatal e por isso figura na maioria das tentativas e que isso é até “bom”, pois uma tentativa por arma de fogo tende a ser fatal. No entanto, 31.1% da mulheres que tentam o suicídios, o fazem mais de uma vez, e há o fator psicológico que não pode ser descartado, por exemplo, que mulheres, em geral, são mais sentimentais e emotivas, ou seja, são mais dominadas pelas paixões, não à toa são as que mais figuram como autoras em crimes passionais, segundo demonstra o Mapa da Violência 2016 – mais homens são assassinados em suas casas pelas parceiras do que mulheres pelos parceiros. Mas o que quero dizer com isso? Simples, que as mulheres figuram mais entre as tentativas e usam mais intoxicação, justamente por ser o método menos fatal, pois em geral é um ato de desespero de quem está pedindo socorro, ou mesmo quer “chamar a atenção”.

Segundo a Doutora Elise Trindade, do Instituto de Psicologia Professor Jorge Trindade, especialista em Alienação Parental com atuação em mais de 100 casos, artigos escritos e profundos estudos do tema, é muito mais comum a mulher ser a autora desse crime. Também segundo a psicóloga do Tribunal de Justiça Glícia Barbosa de Mattos Brazil, falsas denúncias de abusos sexuais podem chegar a 80% dos registros nas Varas de Família da cidade do Rio de Janeiro. O que tudo isto tem a ver? Essas falsas denúncias e a Alienação Parental servem como meios de punir os pais os mantendo longe dos filhos e até com prisões arbitrárias, por vingança pessoal – ligada à vaidade e orgulho da mulher. Muitas tentativas de suicídio ocorrem como meio de “ser a vítima” – se vitimizar – também para colocar os demais contra parceiros, ex-parceiros e até familiares, não à toa 21% dos suicídios bem sucedidos são de mulheres, enquanto 79% são de homens – sem quaisquer correlações possíveis com armas de fogo.

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Bem, se aplicarmos a lógica desarmamentista – de que a posse de armas de fogo deve ser proibida para evitar suicídios – à realidade, então, deveríamos proibir a venda de cordas, todos os medicamentos, produtos de limpeza, venenos para insetos e outras pragas etc, pois as pessoas estão se suicidando por enforcamento e intoxicação. Afinal, ter uma corda ou um ‘tóxico’ à mão leva a pessoa a querer se matar, segundo esses grandes gênios.

Os percentuais de suicídios usando armas de fogo foram estimados, pois não consegui localizar esse número após o ano de 2014, por isso, utilizei a média de 11 mil suicídio ao ano desde 2014 e a quantidade de suicídios usando armas de fogo naquele ano para chegar a 8,69% dos casos, podendo variar para baixo devido à tendência de queda demonstrada pela tabela.

Aproveito a oportunidade para informar o número do Centro de Valorização da Vida (CVV): 188. O CVV oferece apoio emocional e de prevenção do suicídio, tendo atendido 2 milhões de ligações em 2017. A ligação é gratuita.


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Fontes: Revista Galileu (1) Revista Galileu (2) Jornal Extra Mapa da Violência 2016 Entrevista Dra. Elise Trindade

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Ulisses

É bem mais caro com arma de fogo

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